2 / 11 / 05 Chris Roncato, Arquiteta Paisagista, Destaques na mídia, Paisagismo de Parques | 0 comentarios

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Publicada em 2-11-05 cosmo.com

Fábio Gallacci
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
gallacci@rac.com.br

Árvores nativas do Bosque estão morrendo. Constatação integra um detalhado levantamento feito pelos técnicos do IAC

A revitalização do Bosque dos Jequitibás passa, obrigatoriamente, pelo respeito à sua história e ao seu verdadeiro tesouro ambiental em forma de mata nativa intocada, em plena região central, de uma cidade com mais de um milhão de habitantes. No último mês de maio, o vice-prefeito de Campinas e secretário municipal de Comércio, Indústria e Turismo, Guilherme Campos Júnior (PFL) solicitou aos técnicos de sua Pasta um levantamento sobre a situação da área verde em relação à preservação de suas espécies mais tradicionais.

Com a ajuda de uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que fez um amplo e detalhado levantamento entre 1977 e o 1 semestre deste ano no local, os resultados foram assustadores. Das 1.552 árvores catalogadas, 8,57% (133) delas estavam mortas. Os centenários jequitibás, por exemplo, que emprestaram seu nome ao lugar, eram 17 e agora são apenas três.

Paralelamente, o número de árvores exóticas (que não pertencem naturalmente à área) tem crescido com o tempo. De 1977 para cá, a quantidade destas espécies aumentou em 120%. O total de árvores em geral também caiu no Bosque nos últimos 28 anos. Um declínio de 16%.

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